domingo, 24 de abril de 2016
Pudim ou Flan ou Creme Caramel? Não importa, o que importa é comer.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Porque gosto de ficar na cozinha?
Nunca reclamou de fazer comida para 6 pessoas e chegarem 15 comensais. Fazer comida as pressas para não faltar para ninguém.
Nunca achou ruim passar horas e horas na frente do fogão. Queimando os dedos. Cortando os dedos. "Escondida" na cozinha. Alimentando a família.
Sempre foi este o ofício dela: manter a casa organizada. E esta atividade consistia em acordar cedo para o preparo do café da manhã, prepara o almoço, o café da tarde e o jantar. Resumindo MUITO, essa foi a rotina de minha avó.
Desde de muito pequeno passava horas com minha avó. Ajudando no que podia. Correndo pela casa. Quebrando uma coisa ou outra... E sempre me lembro dessa época, eu e ela na cozinha.
Na cozinha era onde tudo acontecia. As conversas, os encontros, as risadas, a família reunida...
Dias chuvosos eram motivos para os famosos bolinhos de chuva. Comer até não aguentar mais na frente da TV vendo sessão da tarde.
Domingos? Também era dia de visitar meus avós. Acordar cedo ir para a igreja e depois almoçar com meus avós. Era a rotina da família: ver Programa Silvio Santos. Futebol pela televisão. E finalizar o dia vendo Fantástico. Passados muitos anos meus domingos ainda são assim com pequena variação. Mas a ida a meu avô continua firme e forte.
O Natal era época de muita fartura! Pernil assando por horas no forno. Um batalhão de gente na cozinha!! Um entra e sai de parente pelos cômodos da casa. Primos chegando. Rabanadas quentinhas saindo da frigideiras. Arroz de festa. Chester. Farofa. Frutas. Tudo para uma única noite.
Aniversários ou outra comemoração qualquer que inventassem que seria na casa de meus avós certamente minha avó estaria no fogão para manter o bem fazer e a boa comida para a família e amigos próximos ou nem tão próximos assim.
Sempre tive uma relação com a cozinha desde pequeno... E isso cresceu nos últimos anos. Somados a novos rstaurantes, novas comidas, experiências gastronômicas, estudos...
terça-feira, 3 de julho de 2012
O que voce fez (ou faz) de importante em sua vida?
Desde o nascimento, corremos atrás de algo. Mas nunca paramos para analisar e refletir sobre nossas vidas, nossas decisões, erros, acertos. Ou quando paramos é poque a vida nos dá "aquele" susto - morte de parente ou amigo, demissão ou alguma outra perda.
Porque parar para refletir somente quando estamos passando por momentos delicados em nossas vidas? Porque não parar com um pouco mais de frequência?? Cada um de nós temos que encontrar este tempo para refletir. (Como ouvi numa peça de teatro: "cada um a seu tempo...") Mas é importante parar e saber onde estamos e para onde estamos indo. Avaliar e ver a caminhada é mais importante do que o destino, em minha opinião.
Passei a adolescência procurando meu eu interior. Ou tentando entender qual o sentido da vida. Porque eu estava no mundo? Qual era a minha missão? Qual seria meu destino? Ou o que eu faria para ganhar dinheiro? Trabalho? Relacionamentos? Onde iria morar? O que era felicidade? Muitas questões e nenhuma resposta. Estas viriam e virão em pequenas mudanças durante a vida.
Terminei meus estudos, num colégio de freiras, e parti para o que achava seria a segunda etapa da vida - o segundo grau (antiga nomeclatura).
Primeira mudança!
Novo colégio. Amigos nem tanto, muitos foram para o mesmo colégio - o que era um alento por manter os amigos e a amizade. Novos professores. Novas matérias. Estudos. Novas amizades. Passeios. Festas. Matinês.
Alguns meses a frente descobri que faria outra mudança. Só que agora era de cidade e estado!!!
Segunda mudança!
Casa nova, cidade, estado, amizades, amigos, professores, sotaque, ônibus, ruas, clima, vizinhos...
Tudo novo! E era tudo mesmo!!!
A família mudou para uma cidade menor e que prometia uma vida melhor para seus moradores. Era um modelo de cidade. Planejada, com vias expressas, ruas limpas e muito a ser descoberto.
A paixão a primeira vista pela cidade passou no primeiro inverno. Ohhh frio! E que frio!
Mantive contato com muitos dos amigos antigos e sempre escrevia muitas cartas (de papel) não existia internet como hoje em dia. E me confortava escrever 10 ou mais cartas e contar tudo que acontecia de novo comigo e eu lendo as respostas me informando das mudanças da cidade que deixei, fisicamente.
E no final de ano com as férias escolares era o momento de reencontrar com o passado: arrumar as malas e rever os amigos antigos e rir de nós mesmos de nossas vidas, nossos acertos, nossos medos e nossas decisões. Uma semana de visita ao passado. Revigorante.
O vestibular chegou e a faculdade iniciou, mais mudanças pela frente.
Tudo novo, de novo! Horário de estudo, conhecimentos, professores e suas manias, truco, matar aulas, fazer novas amizades. Trabalhar, porque tinha que por em prática o que era ensinado nos bancos da faculdade. A vida adulta batia na porta.
Passei por alguns estágios, estudei muito e dormi pouco - com 20 e poucos anos a última coisa que você pensa em fazer é dormir. Até iniciar numa empresa como funcionário efetivo.
Veio o primeiro salário e o consumo! Aprender a gastar com parcimônia e inteligência seu dinheiro. Foi difícil mas não foi impossível. Comprava muita coisa e adorar ir aos shoppings ver as novidades e quando possível comprá-las!
Mas um dia eu iria escorregar... e foi pouco salário para o mês inteiro. Entrei em pânico. Nunca tinha me acontecido e tive que aprender como evitar. O mês seguinte foi digamos de retiro. Retiro das economias para cobrir o rombo feito no período passado.
Aprendi com o episódio e tive apenas muitos anos depois outro episódio semelhante, mas sabia o que deveria fazer e como fazer.
Outros empregos vieram. E algo me atraía para a minha cidade natal. E um novo emprego me fez voltar a viver na cidade natal.
Terceira mudança!
Agora o passo era maior! Morar sozinho, pagar muitas contas que eu não tinha nem idéia de que existiam. E como uma amiga comentou comigo: "As coisas (alimentos) estragam mesmo na geladeira!" Tudo era aprendizado novo e constante.
A correria. O Trânsito. Novos amigos. Novo horário de trabalho. Novos passeios.
Passei bons anos e chegou a hora de mudar de novo.
Quarta mudança!
Esta foi e tem sido uma mudança em tudo. A nova cidade é organizada mas sofre com o precário transporte público.
Eu depois de anos fazendo um trabalho, troquei de profissão. Agora tudo é muito, mais MUITO novo e revelador, estressante e interessante, muito mais corrido e inebriante!
Porque saí da zona de conforto? Sem resposta para essa. Ou eu diria que era o momento para dar uma virada na vida. Sair e fazer algo diferente do mesmo. Algo que encante quem você gosta e conhece ou quem acabou de conhecer.
Antes de decidir realizar esta mudança me preparei. Fiz um curso profissionalizante. Preparei uma reserva financeira.
Pensei muito antes de decidir. Muitos me apoiavam e muitos diziam que eu era louco. Temos que ter opinião de todos sendo boas ou não.
E respondendo ao título do post. O que eu fiz ou faço de importante em minha vida? É cultivar amigos, ter uma boa família, sorrir para as adversidades e tentar mudar um resultado negativo. Me propor a fazer mais. A viver mais. A criar novos vínculos. Excluir outros. E o principal: mudar. Porque é mudando que nós crescemos como ser humano, pessoa, indivíduo.
Mude algo também. Essa é minha dica. Mude o caminho para o trabalho. Leia um livro que você não leria. Altere o caminho para sua casa. Estimule seu cérebro. E cresça.
domingo, 16 de janeiro de 2011
OS PAIS ENVELHECEM
...
Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
Plena de emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.
Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso.
Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.
Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho.
É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.
Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.
Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.
E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.
* * *
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.
Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto...
Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
FAMÍLIA
Família é prato difícil de preparar. São muitos
ingredientes.Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no
Ano Novo.Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige
coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de
desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida
falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a
vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos
entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.Beltrano veio no ponto, é o mais
brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me
fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e
objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis
nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do
gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e
antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero.
Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua,
a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também
estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria,
de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase
sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao
paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso
ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato
extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem
medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a
colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita
de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família
perfeita.
Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha;
Família à Rossini, Família à Belle Meuniere; Família ao Molho Pardo,
em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta
de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de
Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente,
quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai
aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a
dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui,
que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança.
Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça,
por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que
experimentar
e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas.
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça,
no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
"Se tivéssemos consciência do quanto nossa vida é passageira,
talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades
que temos de ser e de fazer os outros felizes".
sábado, 2 de outubro de 2010
Sou Feliz
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS
Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma
mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a
noção do tempo..
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as
reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de
sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento
dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos,
como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar
conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no
índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela
primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente
colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o
tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada
vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa
atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os
sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com
os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual
marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no
lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente.
Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados
de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a
experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas,
pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -....
enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de
verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de
novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de
novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das
pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um
livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M(Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias
sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no
seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário
para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de
momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo,
bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite
parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do
cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal,
vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente!!
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu
marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras
culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras
palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e
buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais
interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida
que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões
diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
quarta-feira, 10 de março de 2010
A primeira viagem para o exterior
Foi um evento de magnitude dantesca.
Horas de viagem - porque foi de carro, não tinha condição na época de ir de avião.
Acordar de madrugada para aproveitar ao máximo o dia na estrada. Curtir a janela aberta e o vento no rosto batendo forte. Brincar com a força do vento usando as mãos como anteparo de resistência.
Arrumar o carro no dia anterior. Separar a roupa. Pensar no que levar. O que comprar? O que ver primeiro?
O caminho pela estrada foi perfeito. Muitos carros passando e outros tantos ultrapassados. Sol brilhando. O céu azul. Assim foi todo o caminho até o destino final.
Chegando lá tudo era festa. Mas depois de 12h de viagem a vontade era de tomar banho e dormir para aproveitar o dia seguinte nas compras e passeios.
Na manhã seguinte foi o início da maratona. Muita caminhada, muita sacola e muita paciência.
O dia chegou ao fim e muita sacola, lembranças, presentes, novas músicas.
Mais um dia começou e era para passear um belo parque com animais silvestres, um clima agradável após o almoço porque pela manhã estava frio e molhado na primeira parada.
Bela paisagem e muita festa.
O dia acabou e foi chegada a hora de arrumar o carro de volta e retornar para o lar doce lar.
O Paraguai foi assim... Uma pura diversão.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo...
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Feliz dia do Comércio... Opss! das Crianças
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Um passo de cada vez....
domingo, 28 de junho de 2009
Para minha avó...
Cresci tendo uma avó daquelas de conto de fadas. Boa cozinheira. Boa costureira. Bom coração. Boa mãe. E boa avó. Simplesmente boa em tudo que fazia.
Não importava qual era raça, credo, crença, poder aquisitivo, morador de rua ou de casas luxuosas. Sempre estendia sua mão por vezes calejada do trabalho manual.
Cuidou de sua casa. Do Marido. Dos dois filhos frutos do amor de um casal. E de muitos outros filhos conhecidos durante o caminhar pela estrada chamada VIDA.
Casou muitos desses filhos e nesse quesito meus pais se enquadram.
Sempre teve uma vida regrada. Mas nunca lhe faltou comida.
Coisa que nunca faltou em sua casa foi comida. Sempre tinha o que oferecer para quem quer que fosse. Seu feijão com arroz e bife eram imbatíveis. Fortes para sustentar sua família com seus membros legítimos ou não reunidos. E isso era que importava. Ter o que oferecer por menor que fosse. Como Jesus no sermão da montanha onde multiplicou pães e peixes e alimentou milhares.
Minha avó tinha este poder.
Seu lema sempre foi SERVIR.
Serviu a todos com maestria. Com sua forma meiga de agir e sabedoria em agradar a todos. Sabedoria esta utilizada ao extremo. E recebida de bom coração por todos que passaram por seus carinhosos gestos. E ao ser retribuída toda a sua infinita dedicação ficava feliz pelo simples agradecimento sincero de quem recebeu sua ajuda num momento difícil de vida.
Religiosa. Sempre esteve em contato com DEUS.
Em todas as refeições. Todas as festas e comemorações. Em todo lugar que ia Ele estava com ela.
Os filhos cresceram, casaram-se e em seguida vieram os netos.
Com a família em constante crescimento. O número de netos agregados aumentava sempre. Os amigos se tornavam parentes e novas crianças novos netos.
A casa ficou pequena e algumas mudanças foram feitas. E todo Domingo era sagrado passar o dia em sua companhia após a missa. Almoços memoráveis. Assistir Silvio Santos. Boas lembranças.
INTELIGENTE. Estudou pouco mas o pouco que tinha distribuiu e ensinou dezenas talvez centenas de pessoas.
Fazia palavras cruzadas como ninguém. Charadas eram passatempos. Era uma enciclopédia ambulante. Pesquisava sobre tudo que tinha interesse em saber. E aprendia. E passava adiante o conhecimento.
O tempo passou e com o avançar da idade vieram os primeiros problemas de saúde. Mas minha avó não era de jogar a toalha. Era resistente e se recuperava de todas as mazelas que teve.
Não gostava de ir ao médico e muitas vezes sabia mais que eles próprios.
(...) Algumas internações.
Já debilitada superou dois AVC sem seqüelas. Mas o corpo não agüentou e mais uma internação feitas as pressas teve que ser feita. E o quadro se agravou.
A GRANDE FAMILIA se reuniu mais uma vez. E desta vez foi pra se despedir.
Juntos demos as mãos e nos apoiamos nos ombros amigos dos familiares para ter forças de continuar a caminhada.
Minha avó Viveu intensamente sua vida simples. E IMPORTANTE para cada um de nós que a conhecemos com sua vivacidade, sorriso, simpatia e alegria em viver.
Hoje minha vó como sempre a chamei está cuidando de nós de um lugar mais alto. De cada membro da família que ela acolheu e afagou durante toda sua vida.
