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domingo, 24 de abril de 2016

Pudim ou Flan ou Creme Caramel? Não importa, o que importa é comer.

O que dizer de uma sobremesa consagrada na mesa Brasileira e com cara de Francesa? Ou Francesa com cara de Brasileira? 

Seja qual for a nacionalidade da sua escolha acima, uma coisa ela tem de especial: nós adoramos! (Ok, esta é minha opinião).

Melhor não dizer nada além de:

PROVE.
DEGUSTE.
COMA... e não tenha vergonha de repetir.

Ingredientes para 02 unidades:
01 ovo
200ml de leite
75g de açúcar
+ 15g de açúcar para calda

Modo de Preparo:

OBS: Cuidado ao fazer a calda para não se queimar!!!

Calda: Disponha o açúcar na forma de alumínio e caramelize o açúcar. Espalhe pela lateral da forma. Reserve.

Pudim: Junte o ovo e metade do açúcar e misture com um fouet. Aqueça o leite com a outra metade do açúcar até 80 graus. Derrame o leite sobre o creme de ovos e açúcar e misture bem. Despeje a mistura nas forminhas com o açúcar caramelizado e asse em banho maria, em forno médio por 20 minutos aproximadamente. Deixe esfriar por completo (geladeira). Desenforme. Aproveite.






quinta-feira, 5 de julho de 2012

Porque gosto de ficar na cozinha?

Continuando a falar sobre minhas reflexões e pensamentos. Gosto da cozinha porque lembro de minha avó. Que sempre cozinhou para a família inteira.

Nunca reclamou de fazer comida para 6 pessoas e chegarem 15 comensais. Fazer comida as pressas para não faltar para ninguém.
Nunca achou ruim passar horas e horas na frente do fogão. Queimando os dedos. Cortando os dedos. "Escondida" na cozinha. Alimentando a família.

Sempre foi este o ofício dela: manter a casa organizada. E esta atividade consistia em acordar cedo para o preparo do café da manhã, prepara o almoço, o café da tarde e o jantar. Resumindo MUITO, essa foi a rotina de minha avó.

Desde de muito pequeno passava horas com minha avó. Ajudando no que podia. Correndo pela casa. Quebrando uma coisa ou outra... E sempre me lembro dessa época, eu e ela na cozinha.

Na cozinha era onde tudo acontecia. As conversas, os encontros, as risadas, a família reunida...

Dias chuvosos eram motivos para os famosos bolinhos de chuva. Comer até não aguentar mais na frente da TV vendo sessão da tarde.

Domingos? Também era dia de visitar meus avós. Acordar cedo ir para a igreja e depois almoçar com meus avós. Era a rotina da família: ver Programa Silvio Santos. Futebol pela televisão. E finalizar o dia vendo Fantástico. Passados muitos anos meus domingos ainda são assim com pequena variação. Mas a ida a meu avô continua firme e forte.

O Natal era época de muita fartura! Pernil assando por horas no forno. Um batalhão de gente na cozinha!! Um entra e sai de parente pelos cômodos da casa. Primos chegando. Rabanadas quentinhas saindo da frigideiras. Arroz de festa. Chester. Farofa. Frutas. Tudo para uma única noite.

Aniversários ou outra comemoração qualquer que inventassem que seria na casa de meus avós certamente minha avó estaria no fogão para manter o bem fazer e a boa comida para a família e amigos próximos ou nem tão próximos assim.

Sempre tive uma relação com a cozinha desde pequeno... E isso cresceu nos últimos anos. Somados a novos rstaurantes, novas comidas, experiências gastronômicas, estudos...


terça-feira, 3 de julho de 2012

O que voce fez (ou faz) de importante em sua vida?

Dia desse me peguei pensando no título deste post. Acho que ouvi num comercial ou li alguma citação de alguém famoso. Não importa.

Desde o nascimento, corremos atrás de algo. Mas nunca paramos para analisar e refletir sobre nossas vidas, nossas decisões, erros, acertos. Ou quando paramos é poque a vida nos dá "aquele" susto - morte de parente ou amigo, demissão ou alguma outra perda.

Porque parar para refletir somente quando estamos passando por momentos delicados em nossas vidas? Porque não parar com um pouco mais de frequência?? Cada um de nós temos que encontrar este tempo para refletir. (Como ouvi numa peça de teatro: "cada um a seu tempo...") Mas é importante parar e saber onde estamos e para onde estamos indo. Avaliar e ver a caminhada é mais importante do que o destino, em minha opinião.

Passei a adolescência procurando meu eu interior. Ou tentando entender qual o sentido da vida. Porque eu estava no mundo? Qual era a minha missão? Qual seria meu destino? Ou o que eu faria para ganhar dinheiro? Trabalho? Relacionamentos? Onde iria morar? O que era felicidade? Muitas questões e nenhuma resposta. Estas viriam e virão em pequenas mudanças durante a vida.

Terminei meus estudos, num colégio de freiras, e parti para o que achava seria a segunda etapa da vida - o segundo grau (antiga nomeclatura).

Primeira mudança!

Novo colégio. Amigos nem tanto, muitos foram para o mesmo colégio - o que era um alento por manter os amigos e a amizade. Novos professores. Novas matérias. Estudos. Novas amizades. Passeios. Festas. Matinês.
Alguns meses a frente descobri que faria outra mudança. Só que agora era de cidade e estado!!!

Segunda mudança!

Casa nova, cidade, estado, amizades, amigos, professores, sotaque, ônibus, ruas, clima, vizinhos...
Tudo novo! E era tudo mesmo!!!
A família mudou para uma cidade menor e que prometia uma vida melhor para seus moradores. Era um modelo de cidade. Planejada, com vias expressas, ruas limpas e muito a ser descoberto.
A paixão a primeira vista pela cidade passou no primeiro inverno. Ohhh frio! E que frio!
Mantive contato com muitos dos amigos antigos e sempre escrevia muitas cartas (de papel) não existia internet como hoje em dia. E me confortava escrever 10 ou mais cartas e contar tudo que acontecia de novo comigo e eu lendo as respostas me informando das mudanças da cidade que deixei, fisicamente.
E no final de ano com as férias escolares era o momento de reencontrar com o passado: arrumar as malas e rever os amigos antigos e rir de nós mesmos de nossas vidas, nossos acertos, nossos medos e nossas decisões. Uma semana de visita ao passado. Revigorante.
O vestibular chegou e a faculdade iniciou, mais mudanças pela frente.
Tudo novo, de novo! Horário de estudo, conhecimentos, professores e suas manias, truco, matar aulas, fazer novas amizades. Trabalhar, porque tinha que por em prática o que era ensinado nos bancos da faculdade. A vida adulta batia na porta.
Passei por alguns estágios, estudei muito e dormi pouco - com 20 e poucos anos a última coisa que você pensa em fazer é dormir. Até iniciar numa empresa como funcionário efetivo.
Veio o primeiro salário e o consumo! Aprender a gastar com parcimônia e inteligência seu dinheiro. Foi difícil mas não foi impossível. Comprava muita coisa e adorar ir aos shoppings ver as novidades e quando possível comprá-las!
Mas um dia eu iria escorregar... e foi pouco salário para o mês inteiro. Entrei em pânico. Nunca tinha me acontecido e tive que aprender como evitar. O mês seguinte foi digamos de retiro. Retiro das economias para cobrir o rombo feito no período passado.
Aprendi com o episódio e tive apenas muitos anos depois outro episódio semelhante, mas sabia o que deveria fazer e como fazer.
Outros empregos vieram. E algo me atraía para a minha cidade natal. E um novo emprego me fez voltar a viver na cidade natal.

Terceira mudança!

Agora o passo era maior! Morar sozinho, pagar muitas contas que eu não tinha nem idéia de que existiam. E como uma amiga comentou comigo: "As coisas (alimentos) estragam mesmo na geladeira!" Tudo era aprendizado novo e constante.
A correria. O Trânsito. Novos amigos. Novo horário de trabalho. Novos passeios.
Passei bons anos e chegou a hora de mudar de novo.

Quarta mudança!

Esta foi e tem sido uma mudança em tudo. A nova cidade é organizada mas sofre com o precário transporte público.
Eu depois de anos fazendo um trabalho, troquei de profissão. Agora tudo é muito, mais MUITO novo e revelador, estressante e interessante, muito mais corrido e inebriante!
Porque saí da zona de conforto? Sem resposta para essa. Ou eu diria que era o momento para dar uma virada na vida. Sair e fazer algo diferente do mesmo. Algo que encante quem você gosta e conhece ou quem acabou de conhecer.
Antes de decidir realizar esta mudança me preparei. Fiz um curso profissionalizante. Preparei uma reserva financeira.
Pensei muito antes de decidir. Muitos me apoiavam e muitos diziam que eu era louco. Temos que ter opinião de todos sendo boas ou não.

E respondendo ao título do post. O que eu fiz ou faço de importante em minha vida? É cultivar amigos, ter uma boa família,  sorrir para as adversidades e tentar mudar um resultado negativo. Me propor a fazer mais. A viver mais. A criar novos vínculos. Excluir outros. E o principal: mudar. Porque é mudando que nós crescemos como ser humano, pessoa, indivíduo.

Mude algo também. Essa é minha dica. Mude o caminho para o trabalho. Leia um livro que você não leria. Altere o caminho para sua casa. Estimule seu cérebro. E cresça.






domingo, 16 de janeiro de 2011

OS PAIS ENVELHECEM

Recebi por email e achei uma bela mensagem para compartilhar!
...

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
Plena de emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.
Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso.
Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.
Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho.
É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.
Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.
Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.
E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.
* * *
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.
Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto...
Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FAMÍLIA

de Francisco Azevedo

Família é prato difícil de preparar. São muitos
ingredientes.Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no
Ano Novo.Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige
coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.



Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de
desistir.

Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida
falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a
vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos
entusiasmar e abrir o apetite.



O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.



Fulana sai a mais inteligente de todas.Beltrano veio no ponto, é o mais
brincalhão e comunicativo, unanimidade.

Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.

Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.

Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.

Ela, a mais apaixonada.

A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me
fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e
objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis
nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do
gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e
antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero.
Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua,
a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também
estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria,
de raiva ou de tristeza.


Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase
sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao
paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.


Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso
ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato
extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem
medido.



Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a
colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita
de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.


O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família
perfeita.
Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha;
Família à Rossini, Família à Belle Meuniere; Família ao Molho Pardo,
em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta
de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de
Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente,
quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.


Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai
aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a
dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui,
que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança.
Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça,
por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que
experimentar
e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas.
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça,
no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.



"Se tivéssemos consciência do quanto nossa vida é passageira,
talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades
que temos de ser e de fazer os outros felizes".

sábado, 2 de outubro de 2010

Sou Feliz

Eu sou!

Sou F e l i z, por ter amigos e poder dizer que os tenho.

Sou f E l i z, por ter uma família que convive! Com as qualidades e os defeitos de todos tem.

Sou f e L i z, por ter conhecimento e utilizá-lo da melhor forma possível no trabalho e na vida.

Sou f e l I z, por ser quem eu sou: Indivíduo único, com qualidades e defeitos.

Sou f e l i Z, por ser alguém que faz diferença na vida de outrem.

Sejamos felizes! Cada um a sua maneira e forma.

Lutem para conquistar a felicidade.

Não desistam. Digo que não é fácil. NÃO É MESMO!

Felicidades a todos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS

Por Airton Luiz Mendonça

(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma

mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a

noção do tempo..

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as

reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de

sono, fome, sede e pressão sanguínea.


Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento

dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos,

como o nascer e o pôr do sol.


Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:


Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.


Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar

conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no

índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela

primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente

colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o

tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada

vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa

atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os

sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com

os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual

marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no

lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente.

Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados

de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a

experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas,

pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -....

enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de

verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de

novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de

novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das

pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um

livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M(Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou

registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias

sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no

seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário

para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de

momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo,

bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite

parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do

cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal,

vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente!!

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu

marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras

culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras

palavras... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e

buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais

interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida

que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões

diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A primeira viagem para o exterior

Faz tempo que fiz minha primeira incursão para fora do Brasil.

Foi um evento de magnitude dantesca.

Horas de viagem - porque foi de carro, não tinha condição na época de ir de avião.

Acordar de madrugada para aproveitar ao máximo o dia na estrada. Curtir a janela aberta e o vento no rosto batendo forte. Brincar com a força do vento usando as mãos como anteparo de resistência.

Arrumar o carro no dia anterior. Separar a roupa. Pensar no que levar. O que comprar? O que ver primeiro?

O caminho pela estrada foi perfeito. Muitos carros passando e outros tantos ultrapassados. Sol brilhando. O céu azul. Assim foi todo o caminho até o destino final.

Chegando lá tudo era festa. Mas depois de 12h de viagem a vontade era de tomar banho e dormir para aproveitar o dia seguinte nas compras e passeios.

Na manhã seguinte foi o início da maratona. Muita caminhada, muita sacola e muita paciência.

O dia chegou ao fim e muita sacola, lembranças, presentes, novas músicas.

Mais um dia começou e era para passear um belo parque com animais silvestres, um clima agradável após o almoço porque pela manhã estava frio e molhado na primeira parada.
Bela paisagem e muita festa.

O dia acabou e foi chegada a hora de arrumar o carro de volta e retornar para o lar doce lar.

O Paraguai foi assim... Uma pura diversão.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Feliz dia do Comércio... Opss! das Crianças

Hoje é feriado. Dia de descanso para uns e de trabalhos para outros.

Quem trabalha em lojas principalmente as que vendem coisas para crianças terão um dia cheio de crianças, alegres e sorridentes. Ou nem tanto assim.

Elas, as crianças, dominarão toda a atenção dos adultos (pais, tios, avós, bisavós...)

Passarão o dia sendo mimadas de maneiras diversas por tios e tias...

Comerão tudo o que quiserem. Nada de brócolis, cenoura, feijão, arroz. Hoje será o dia de doce com sorvete, chocolate quente, em barra, aos pedaços, na cobertura de bolos e depois nas roupas usadas....

Será um dia de FESTA. Para elas com os novos presentes que serão o que sempre sonharam até acordarem no dia seguinte e ver sua rotina normal - escola, estudo, acordar cedo; retornar sem pedir licença.

Do lado adulto os pais terão um dia de realização.

Ver seu pimpolho correndo feliz. Com sorriso largo. Olhos brilhando. Não haverá hora extra, "brigas" profissionais, trânsito que tirará a felicidade de passar por tudo isso.

Feliz dia das Crianças para todos.... Sendo criança ou não... Se bem que nunca deixamos de sê-las...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um passo de cada vez....

Palavras para inspirar a continuar pela estrada da vida.

A cada etapa ficamos mais sábios. Conversas, olhares, ser simpáticos com os outros nos transformam numa pessoas melhor. Mais agradável para nós mesmos e para quem está do nosso lado.

Steve Jobs nos mostra que cada decisão que tomamos nos leva a um final. E este final é o começo de um outro próximo final.

E assim vamos crescendo. Um passo de cada vez. Um degrau. Uma dificuldade. Uma alegria. um sorriso. Uma palavra. Um gesto.

http://www.youtube.com/watch?v=D1R-jKKp3NA&feature=rec-HM-r2


domingo, 28 de junho de 2009

Para minha avó...

Cresci tendo uma avó daquelas de conto de fadas. Boa cozinheira. Boa costureira. Bom coração. Boa mãe. E boa avó. Simplesmente boa em tudo que fazia.

Cuidou de mim em minha infância e na adolescência. Cuidou de quem mais aparecesse ou pedisse sua ajuda.

Não importava qual era raça, credo, crença, poder aquisitivo, morador de rua ou de casas luxuosas. Sempre estendia sua mão por vezes calejada do trabalho manual.

Cuidou de sua casa. Do Marido. Dos dois filhos frutos do amor de um casal. E de muitos outros filhos conhecidos durante o caminhar pela estrada chamada VIDA.

Casou muitos desses filhos e nesse quesito meus pais se enquadram.

Sempre teve uma vida regrada. Mas nunca lhe faltou comida.

Coisa que nunca faltou em sua casa foi comida. Sempre tinha o que oferecer para quem quer que fosse. Seu feijão com arroz e bife eram imbatíveis. Fortes para sustentar sua família com seus membros legítimos ou não reunidos. E isso era que importava. Ter o que oferecer por menor que fosse. Como Jesus no sermão da montanha onde multiplicou pães e peixes e alimentou milhares.

Minha avó tinha este poder.

Seu lema sempre foi SERVIR.

Serviu a todos com maestria. Com sua forma meiga de agir e sabedoria em agradar a todos. Sabedoria esta utilizada ao extremo. E recebida de bom coração por todos que passaram por seus carinhosos gestos. E ao ser retribuída toda a sua infinita dedicação ficava feliz pelo simples agradecimento sincero de quem recebeu sua ajuda num momento difícil de vida.

Religiosa. Sempre esteve em contato com DEUS.

Em todas as refeições. Todas as festas e comemorações. Em todo lugar que ia Ele estava com ela.

Os filhos cresceram, casaram-se e em seguida vieram os netos.

Com a família em constante crescimento. O número de netos agregados aumentava sempre. Os amigos se tornavam parentes e novas crianças novos netos.

A casa ficou pequena e algumas mudanças foram feitas. E todo Domingo era sagrado passar o dia em sua companhia após a missa. Almoços memoráveis. Assistir Silvio Santos. Boas lembranças.

INTELIGENTE. Estudou pouco mas o pouco que tinha distribuiu e ensinou dezenas talvez centenas de pessoas.

Fazia palavras cruzadas como ninguém. Charadas eram passatempos. Era uma enciclopédia ambulante. Pesquisava sobre tudo que tinha interesse em saber. E aprendia. E passava adiante o conhecimento.

O tempo passou e com o avançar da idade vieram os primeiros problemas de saúde. Mas minha avó não era de jogar a toalha. Era resistente e se recuperava de todas as mazelas que teve.

Não gostava de ir ao médico e muitas vezes sabia mais que eles próprios.

(...) Algumas internações.

Já debilitada superou dois AVC sem seqüelas. Mas o corpo não agüentou e mais uma internação feitas as pressas teve que ser feita. E o quadro se agravou.

A GRANDE FAMILIA se reuniu mais uma vez. E desta vez foi pra se despedir.

Juntos demos as mãos e nos apoiamos nos ombros amigos dos familiares para ter forças de continuar a caminhada.

Minha avó Viveu intensamente sua vida simples. E IMPORTANTE para cada um de nós que a conhecemos com sua vivacidade, sorriso, simpatia e alegria em viver.

Hoje minha vó como sempre a chamei está cuidando de nós de um lugar mais alto. De cada membro da família que ela acolheu e afagou durante toda sua vida.


quinta-feira, 19 de março de 2009

O que será da próxima geração????

Depois de ler uma crítica sobre o filme "Entre os muros da escola", fiquei tentado a ver o trailer pelo menos e já me assustou deveras....

O filme retrata uma escola do suburbio da França. E podemos fazer um paralelo com nosso suburbio...

Não se assustem, nem fiquem desanimados para o futuro...



quarta-feira, 18 de março de 2009

RELACIONAMENTOS .... TÊNIS OU FRESCOBOL


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos
(relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo "tênis" e há os casamentos do tipo "frescobol".
 

Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e  terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me.

 
Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?". Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

 

Scheherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente: terminam na morte, como no filme O Império dos Sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música.

 

A música dos sons ou da palavra é a sexualidade sob a forma da
Eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.

 

E, contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo...".  Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada". É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma ".


 

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário.
E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva  que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O Prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

 

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é  um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de ´novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... A bola são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.

 

Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá... Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão, e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

 

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem
- cresce o amor ... Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro ´viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim..."

 

 

/Rubem Alves, Escritor, Psicanalista, Doutor em Filosofia, Doutor em Teologia, Educador e muito bem inspirado.../

sábado, 17 de janeiro de 2009

Obrigado, meus pais, por não precisarem da super Nanny pra me educar

Zapeando na TV sem definição do que ver e sem muita opção num sabado a noitinha. 

Passei no SBT e estava pra começar "Super Nanny" e parei pra ver qual era a "pestinha da vez".
Como sempre era um capetinha. Filho único. Mimado. Criado pela avó, que sofria com maus tratos do pestinha. E os pais trabalhavam fora e ficavam pouco tempo em casa. E devido a isso sofiam por estarem ausentes e nao ter controle sobre a criança. Coitados.

A Super Nanny chegou e viu o caos implantado na casa...

O Pai e a Mãe não tinham autoridade e sentiam-se mal por isso. Conversavam com o filho mas era como se nada fizessem.

Com o tempo a Super Nanny mostrou como deveria ser feito e a casa voltou a reinar a harmonia.

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Tudo isso é apenas um introdução para AGRADECER a minha educação  dada por meus pais.

Fui uma pestinha quando pequeno. Sei disso e tenho a exata noção de como eu era atentado.

Brigava com meu irmão e depois ligava pro serviço de minha mãe pra reclamar... Era um stress, só. E a noite era hora de ouvir o sermão da noite....

Com seus erros e acertos - saldo positivo (muitos acertos). 
Eles estavam ali. Sempre a meu lado e de meu irmão. Reclamando. Puxando as nossas orelhas. Obrigando a estudar, comer, dormir, ter responsabilidadesss... Curtindo a tarefa de ser pai e mãe de primeira viagem da maneira deles.

Nos dias festivos Dias das mães, pais, das crianças, páscoa, natal; festas juninas, passeios escolares, festas de 15 anos, bailes, eles ficavam felizes por participarem desses eventos.

Só tenho que agradecer por não precisar de "Super Nanny's".

Nada de psicologia "froidiana", "junguiana" e outras para criação de filhos sem traumas.

O importante mesmo é ter os pais, ou somente o pai ou somente a mãe, presente na hora dos puxões de orelhas, palmadas, abraços e sorrisos compartilhados.

Atenciosamente,
Seu filho.... sem traumas e sem precisar de livros de psicologia alternativas e educacionais.
Feliz simples assim com a vida e a família.