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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Buenos Aires, la continuacion...

O dia clareou e era hora de sair para caminhar mais uma vez.

Desta vez peguei o metro para ir ao Centro, conhecido também como Microcentro. Saí perto do Obelisco e da conhecida avenida 9 de julho - a mais larga do mundo.

Passei por eles e fui em direção ao Teatro Colon que é uma das salas com melhor acústica do mundo.

Depois andei em direção a Proto Madero. Bairro construido na zona portuária e com muita atração boêmia na cidade. Muitos restaurantes e boates aportaram por lá. Caminhei por todo porto e mais muitas fotos com pano de fundo a ponte da Mulher. Ponto turístico tradicional do bairro.

Voltei caminhando para o centro e caí na Calle Florida - tradicional. Como escrevi no post anterior estava lotada de turistas, trabalhadores, vendedores... Caminhei por quase toda extensão da rua até as Galerias Pacífico, outro ponto turístico, com inúmeras lojas de grife internacional e nacional, bons restaurantes e mais turistas. Não tive sorte na escolha do almoço mas depois de um sorvete Freddo tudo resolvido.

Iniciado o trajeto de retorno a casa e de novo a pé, falei que foi maratona... Itinerário novamente Plaza San Martin, Bulllrich, outras praças e muitos, mas muitos passos para chegar ao ape. Um replay do dia anterior e agora com um olhar mais crítico.

Algumas horas depois cheguei no ape e com as pernas sem força, cansado, exausto. Tomei uma ducha para relaxar e animar. Porque o dia ainda não tina terminado! eu tinha comprado ingresso para ver uma projeção 3D do corpo de baile do Teatro Colón, espetáculo A bela adormecida.

Metro!!! com urgência. as pernas não obedeciam mais. (risos)
Peguei o metro e desci na estação perto do teatro. Aguardei na pequena fila que se formava na entrada e  entramos minutos depois. A sala estava impecável! Linda e no palco uma tela enorme para a projeção. Foram 75min de um espetáculo de qualidade. Peguei o metro de volta e cama. Pernas pro alto!

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Dia 03

Café da manhã, roupa leve, água na mochila e vamos caminhar! Mantra desses 3 dias.

Agora resolvi fazer diferente. Ao invés de voltar caminhando resolvi ir caminhando.

Itinerário invertido! E uma nova forma de ver os mesmo pontos, agora, já conhecidos. Acrescentei alguns como o Museum de Evita, o Jardim Japonês, o restaurante peruano Astrid y Gaston e a Nucha, um confeitaria local com 20 anos e em vários pontos da cidade - recomendo conhecer. Fui até o Bullrich. Almocei. E de novo não fiz uma escolha espetacular, ficou apenas na média. E como tinha o dia livre resolvi continuar a caminhar para voltar.

Os pés já não estavam tão confortáveis quanto pela manhã. Mas aguentaram. Antes de chegar no ape entrei a caminhar pelo bairro de Palermo Soho. Onde tem muitas lojas modernas, grifes, artesãos, cafeterias charmosas e bons restaurantes. Recomendo o Meridiano 58, ótimo atendimento, pratos de tirar o fôlego e sobremesas fantásticas! Vá sem pressa para aproveitar com calma. Fiquei numa charmosa Deli, Felicidad* Deli+café, que para mim era nova no local. Bom atendimento, pedi uma limonada com menta e gengibre para aplacar o calor e foi a melhor escolha, acompanhada de uma tostada Napolitana. Perfeito.

Depois só consegui caminhar para o apê, tomar banho e cair na cama!

Fotos em breve e novos relatos também!




domingo, 13 de janeiro de 2013

Buenos Aires, 3 dias e uma, duas, três maratonas a pé...

Buenos Aires é uma cidade plana, fácil de andar e cheia de turista. E quando digo cheia é cheia mesmo! Porque tinha uma penca de turistas passeando pela cidade e transatlânticos parados no cais com mais turistas! Acha ruim isso? Vá para um retiro! Eu quero é mais! E se possível no Brasil! SEMPRE! A economia agradece!

Voltando a falar da cidade.

A arquitetura peculiar lembra uma cidade européia. E era vista como uma capital européia na América Latina - velhos tempos, agora muito tempo se passou e mudou um pouco...

A cidade é um charme e diferente das cidades que conhecemos no Brasil, com uma arquitetura mais portuguesa - creio eu.

O centro da cidade com seus prédios altos me lembra o centro das cidades que já visitei, pelo menos ao meu ver. Aquela loucura que conhecemos de olhos fechados.

Você encontra de tudo! Turistas, trabalhadores, vendedores ambulantes, muitas lojas e seus alto-falantes, gente oferecendo câmbio a todo momento. Estes então sabe se somos brasileiros, alemãs, italiano, etc, sempre com a fala na ponta da língua do turista em questão. Artistas!

Vamos aos meios de transportes:

Metro

Andar de metro é bem tranquilo, mesmo sem ar condicionado (os que utilizei) e pessoas fumando nas estações. Atende bem a toda cidade (a parte que me interessou!). Tem um ar antigo o que muitos já me disseram que ele É antigo. (risos) Atenção: só funciona das 5h as 22h30.

Ônibus

Já de ônibus é um pouco mais trabalhoso descobrir qual pegar para seu destino, pois temos que ter moedas para pagar o ticket (passagem) e saber por onde passam os inúmeros ônibus que passam pelas ruas.

Os ônibus tem pontos definidos e não param fora. Nem abrem a porta no meio da rua. (Nem sempre é tão zero-e-um o funcionamento). Como posso contar em minha primeira experiência: entrei no ônibus e tirei uma nota de 5 pesos para pagar a tarifa. O motorista falou que somente aceita moedas. Eu fiquei com aquela cara de turista perdido e ele perguntou para onde eu iria. Tentei balbucear alguma coisa e acho que saiu apenas metade do que eu tentava falar. Uma senhora tentou ajudar contando moedas para tentar trocar meu dinheiro. Mas não deu. O motorista, simpático, mandou entrar e seguir viagem. E foi o que fiz.

Minha primeira "aventura" e eu já perdido dentro de um ônibus e sem pagar a passagem. Agradeci e muito ao motorista e seguimos viagem.

Taxi

Estes são o problema e a solução. Muitos falam mau devidos aos problemas já encontrados na utilização deste serviço, mas são eles que levam as pessoas daqui pra lá e de lá para acolá. Caminhos curtos ou longos. Eles estão lá ajudando a todos para chegarem a algum lugar.

Este foi um apanhado geral da cidade. Venha conhecer e usar o portunhol. Todos irão se entender ou não. (risos)

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Agora vamos a parte da maratona!

Cheguei pelo aeroporto do centro da cidade - Aeroparque. A vantagem é que é mais próximo do centro da cidade e dos locais de turismo.

Dia 1 - Me localizar e saber o que tem perto para comer, ônibus, metro, restaurantes, pontos turísticos

Saí para comprar comida e água - ia precisar pois o sol estava forte e brilhante. Mercado feito, geladeira cheia. Hora de bater perna.

Tênis confortável, roupa leve, mapa na mão e água na mochila.

Peguei um ônibus e fui em direção ao polo de lojas de gastronomia. Desci próximo e andei até dizer chega. estava na rua no número 300 e tinha que chegar no 1200. Super perto - só que não... Depois de ver cada loja possível peguei o metro para o centro. Fiz uma conexão e parei na praça San Martin. Dai em diante foi caminhar e se localizar pelos pontos turísticos.

Caminhei até a Av. Del Libertador e fui em direção ao bairro. Pelo caminho passei pelo shopping Bullrich, onde parei para comer algo. Continuei o caminho e segui pela avenida vendo os prédio e os próximos pontos não tão próximos assim. Caminhei, caminhei e cheguei ao Buenos Aires Design - shopping dedicado ao design com muita loja e objetos criativos e interessantes. Continuando mais um pouco passei pelo Museum Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Museum Nacional de Arte Decorativa, passei por cafés, praças que não lembrei dos nomes e cheguei até o Jardim Japonês e o Zoo. Quando olhei no mapa estava "mais perto de onde tudo começou", meu ape. Decidi continuar a pé e mais uns 15 ou 20 minutos de caminhada... Para quem estava caminhando desde as 11h da manhã e já eram 17h.

Já no apê, pernas bambas e o cansaço aparecendo. Tomei uma ducha e vamos sair mais um pouco porque ainda estava claro.

Fui procurar um restaurante onde tinha almoçado com uns amigos na primeira vez que estive aqui.

Lembrava o nome mas não o endereço. Sabia que era perto do apartamento que estava e decidi ir atras enquanto a noite não chegava. (Só escurece - no verão, após as 20h)

Mas uma caminhada antes de voltar e dormir. Andei por ruas que não conhecia, passei por bares que não eram o que eu procurava. E depois de meio que andar em círculo encontrei uma boulangerie, padaria francesa, e não resisti comprei 02 croissant. Troquei duas palavras com uma das funcionárias e descobri que eram franceses! Ce la vie.

Não achei o restaurante que procurava, encontrei novos locais!

É como eu digo errar o caminho as vezes é ir no caminho certo para que novas experiências na vida.

A noite caiu e eu fiz o caminho de volta. Ou tentei o mesmo caminho mas foi impossível. Errei a rua, dobrei para direita e era para a esquerda. No final encontrei o restaurante que procurava. Bingo!

Voltei para o ape e mais um banho. Um lanche. Água e pernas para cima!

Obs: Fotos? Muitas, mas ainda não selecionei-as.